A nossa Intervenção

Quando uma pessoa é confrontada com o diagnóstico de uma doença crónica, sente-se normalmente perdido, inseguro e cheio de medos, como se deambulasse devagar e irregularmente sobre um trilho, que não conhece. A sua realidade modifica-se e este tem que forçosa e rapidamente se adaptar a um quadro de referências com novas prioridades e novas obrigações.

Trata-se igualmente de um momento de crise vital significativo para as famílias, e por isso muito intenso, em que estas são postas à prova (Rolland 1994). Conforme a evolução e prognóstico da doença têm que se reajustar a uma nova realidade, muito exigente, que inevitavelmente irá abalar a sua estrutura e atribuir a esta novos significados e representações. É esta a realidade onde investimos diariamente, onde nos envolvemos e nos deixamos envolver com as pessoas que fazem tratamento e suas famílias.

Tendo todos os técnicos consciência deste desafio o Serviço Social assenta no modelo Sistémico, intervindo com os utentes e famílias, em articulação estreita com a equipa interdisciplinar e em articulação directa com a comunidade.
Na nossa pratica corrente realizamos acompanhamento psicossocial à pessoa doente e sua família  co-construindo com este e com a família um projecto de vida reajustado à sua nova condição de vida.
A satisfação das necessidades implica um trabalho concertado que assenta sobretudo na capacitação do doente e da família para as suas competências e simultaneamente por accionar os recursos externos necessários para a autonomização do individuo face à doença e tratamento e consequente reinserção social.